Pode fechar a conta, 2017, por favor

Existem alguns momentos na vida para os quais nunca imaginamos estar preparados. Mas estamos. Por incrível que pareça. Ou nos tornamos preparados no momento em que se concretizam. O ano de 2017 foi um daqueles anos dos quais dizemos que não poderíamos deduzir o início e o fim, nem se escrevêssemos o roteiro mais ousado. No entanto, como li outro dia em algum lugar, o tempo cura todas as feridas, ainda que possa trazer outras no caminho.

Sem entrar em detalhes, me limito a dizer que vivi um primeiro ano de casamento, no mínimo, atípico. Todavia, cada vez mais me convenço de que as coisas acontecem no tempo certo, sendo que o enredo de nossa passagem pela terra se divide em capítulos cuja a sequência só compreenderemos muito mais tarde, ou às vezes, nunca, pelo menos não nesta vida.

No ano passado, escrevi que vivíamos um ano turbulento no Brasil. Pouco mudou. Os rumos políticos se mostraram bastante nebulosos em 2017. Mais gente foi acusada, julgada, condenada, presa, solta, presa de novo, acusada mais uma vez, e por aí vai. No entanto, nem tudo é ruim, já que, de uma forma ou de outra, nós vamos amadurecer enquanto país, no fim das contas, ainda que somente meus bisnetos usufruam dessa evolução.

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Em março de 2016, iniciei o meu Mestrado em Psicologia na PUC Minas e me casei. Dois acontecimentos bem relevantes, não é mesmo? Como já disse, em outra oportunidade, ouvimos dizer frequentemente que nunca devíamos parar de estudar. Em 2017 tive ainda mais certeza. Afinal, neste ano, dei a cara à tapa e fui produzir a minha pesquisa de campo. Como nunca havia feito algo parecido, foi tudo novidade.

Elaborei questionário de entrevista, inscrevi projeto de pesquisa na Plataforma Brasil, lutei para conseguir autorização da instituição pesquisada, apresentei trabalho em congresso, visitei diversas vezes um manicômio judiciário, conheci histórias e vi coisas que nunca imaginaria, e pude encarar a tarefa de escrever, escrever e escrever. Transformar tudo o que vivi em um documento único, um arquivo .doc intitulado Dissertação, que se tornou, mesmo que provisoriamente, a razão da minha existência e pérola dos meus backups.

Enquanto escrevo este texto, minha apresentação – para finalizar o Mestrado – está marcada para 06/02/2018, uma terça-feira à tarde, quando terei a oportunidade – e o desafio – de resumir em poucas palavras e poucos minutos, o que diabos eu produzi durante dois anos de estudo e pesquisa. Terão sido 24 meses de estudo e, por ora, parece que deu certo e que o resultado é interessante.

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Aliás, já tive uma belíssima – e assustadora – experiência de viver essa troca quando qualifiquei o meu projeto de pesquisa no segundo semestre de 2017. É muito legal conversar sobre algo que te interessa e encontrar pessoas dedicadas a te ouvir e a te ajudar. É um daqueles momentos pelos quais todo o esforço vale à pena.

Ora, gostei tanto desse negócio de Mestrado que resolvi entrar logo para o Doutorado e virar ‘doutor’. Em fevereiro de 2018 acabo o Mestrado e em março já ingresso no Doutorado, na mesma PUC Minas que me graduou em Psicologia em 2008. A partir daí, serão 04 anos de novos estudos, alegrias e dores de cabeça.

Por aqui, no blog, chegamos a 20 textos, com este, em 2017. Até o dia 26 de dezembro, foram 6.845 visitantes e 9.567 visualizações. Resultado ‘um pouco’ pior que o do ano passado, quando tivemos 13.924 visitantes e 20.177 visualizações. Fruto de um certo ‘abandono’ do blog durante 2017? Estou escrevendo menos? Desaprendi? Bom, o que importa é que estamos tocando o barco.

Eis uma seleção dos 03 textos que mais gostei de escrever durante o ano:

  1. Encontros, desencontros e encontros (sobre quando adotei, perdi e encontrei uma cachorrinha)
  2. Diário do hospício e O cemitério dos vivos, por Lima Barreto
  3. Já esquecemos do sistema prisional, de novo

Você pode conferir aqui os 05 mais acessados:

  1. Mulheres e o trabalho dentro e fora de casa
  2. O que pensar sobre a Psicologia Organizacional e do Trabalho?
  3. Depressão e tristeza não são sinônimos
  4. Cinco livros sobre Psicodrama #1
  5. Quando adoecemos por não trabalhar

Foram 09 textos produzidos para o blog Literatura Policial, no qual faço parte da equipe de colunistas – 07 deles sobre livros e 02 sobre séries do Netflix. Por lá, só crescemos, desde 2014. Em 2017, por lá, fui visualizado 32.001 vezes, sendo que só o texto Cinco séries policiais – ou quase – para assistir no Netflix, teve mais de 10 mil visitas. Acho que o negócio é escrever literatura policial mesmo.

Em 2017:

  • Completei um ano de casado.
  • Mudei de apartamento.
  • Adotei uma cachorrinha, perdi ela e achei de novo.
  • Comecei a enxergar ‘vida e morte’ de outra maneira.
  • Fiquei sabendo que shih-tzus fraturam a mandíbula.
  • Entendi que preciso começar a me exercitar e comer menos.
  • Talvez, antes de me exercitar, fazer um check-up.
  • Conheci o chá de hibisco.
  • Passei no processo seletivo do Doutorado.
  • Conheci autores e autoras sensacionais, como: Lima Barreto, Aline Valek, Conceição Evaristo, Chimamanda Ngozi Adichie, Svetlana Aleksievitch e Jo Nesbo.

Até a próxima e um feliz ano novo para todos(as)!

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4 Respostas para “Pode fechar a conta, 2017, por favor

  1. Parabéns Rodrigo pelo mestrado e pelo Doutorado que iniciará em breve. Tenho certeza que a sua apresentação será um sucesso como tudo o que voce escreve. É muito bom acompanhar as suas reflexões. Quanto ao ano de 2017 realmente foi um ano de altos e baixos mas conseguimos passar por ele trabalhando muito e aceitando o que a vida nos oferece. Aliás foi o que sentí em relação a voce e Ana. O amor deu forças para passar pelas dificuldades com muito equilíbrio. Que venha 2018! Paz e bem!

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