Artigos Publicados

Manicômio Judiciário e Agentes Penitenciários: entre Reprimir e Cuidar

Psicologia: Ciência e Profissão. vol.38 no.spe2 Brasília 2018

Resumo

Os manicômios judiciários são instituições destinadas a acolher pessoas que cometem crimes e que, por motivo de doença ou deficiência mental, são consideradas inimputáveis, também tratadas como “louco infrator” ou “paciente judiciário”. O presente artigo, baseado em pressupostos críticos da Psicologia do Trabalho, discute resultados obtidos a partir de uma pesquisa de mestrado em um manicômio judiciário de Minas Gerais. O estudo buscou compreender a atividade dos agentes penitenciários, responsáveis por garantir a ordem e a segurança do estabelecimento e de todos os indivíduos ali presentes. Constatou-se que sua atividade não se restringe à segurança, mas que abrange o cuidado, o envolvimento afetivo e a preocupação com os indivíduos custodiados naquela instituição. Se o trabalho de agente penitenciário é socialmente marginalizado, verificou-se que ele é valorizado pelos sujeitos que o executam, mesmo que estes se deparem com a ambivalência inerente à natureza do manicômio judiciário. Entre a prescrição de reprimir e o apelo a cuidar, os agentes enfrentam uma realidade marcada pelo duplo sofrimento do paciente judiciário: o rótulo da loucura e a privação da liberdade.

“Você, dona de casa”: trabalho, saúde e subjetividade no espaço doméstico

Pesquisas e Práticas Psicossociais. vol. 13, nº 4 (outubro-dezembro), de 2018.

Resumo

O trabalho doméstico, remunerado ou não, tem sido historicamente atribuído à mulher, surgindo como encargo específico do papel de gênero feminino e assumindo um caráter de invisibilidade e desvalorização social. Neste artigo, sugerimos um viés de análise que considera a atividade além de sua institucionalização econômica, como ação prática e psíquica, sede de investimentos vitais e de transformação de si e do mundo. Por meio da revisão de literatura, mostramos que o trabalho doméstico apresenta contornos de submissão e permanece vinculado à mulher. Discutimos o trabalho como instituição, passível de ser construído e desconstruído, e relacionamos os afazeres domésticos às atividades rejeitadas que permanecem nos bastidores, acarretando também sua perda de sentido, segundo as perspectivas das clínicas do trabalho.

Preso ou paciente? A ambivalência institucional na atividade de agentes penitenciários em um manicômio judiciário de Minas Gerais*

Revista Brasileira de Ciências Criminais. vol. 144. ano 26. p. 29-60. São Paulo: Ed. RT, junho 2018.

Resumo

Os Hospitais de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP), ou manicômios judiciários, são instituições destinadas a acolher pessoas que cometem crimes e que, por motivo de doença ou deficiência mental, são consideradas inimputáveis, sendo também tratadas como “pacientes judiciários” ou “loucos infratores”. Nessas instituições, os agentes penitenciários são responsáveis por garantir a ordem e a segurança, enquanto o pessoal técnico se encarrega de cuidar, tratar, avaliar e acompanhar os presos, garantindo sua saúde e seus direitos. O presente artigo, baseado em pressupostos críticos da psicologia do trabalho, discute resultados obtidos a partir de uma pesquisa de Mestrado, realizada em um manicômio judiciário de Minas Gerais, tendo como objetivo compreender a atividade de seus agentes penitenciários. A pesquisa evidenciou a ambivalência institucional dessa atividade, inscrita no conflito entre a lógica da segurança (prisão) e a lógica da saúde (hospital), tanto nos modos de lidar e se relacionar com o preso-paciente, como na estrutura física e no funcionamento do estabelecimento, no qual se privilegiam o aparato de segurança e a repressão, em detrimento da ressocialização.

* A Revista Brasileira de Ciências Criminais é restrita a assinantes.

Ansiedade e a “perda” da espontaneidade *

Revista Psicologia – Especial Terapias, Editora Mythos, São Paulo, p. 53 – 57, 29 jun. 2016.

A ansiedade sob o ponto de vista do Psicodrama, com contribuições quanto a noção de saúde e doença de Georges Canguilhem, adotada pelo psicólogo francês Yves Clot. A ansiedade, em si, é um processo mental e físico, acionado em determinadas situações e um fenômeno comum, que faz parte do funcionamento do nosso organismo. Presente em nossos ancestrais, o mecanismo que nos estressa diante de perigos concretos e ameaças à nossa integridade, sempre esteve a serviço de nossa sobrevivência. Se considerarmos uma conduta espontânea como uma resposta adequada a si mesmo e ao meio em que se vive, o aumento da ansiedade virá com a diminuição dessa capacidade. Ou seja, o adoecimento ou o surgimento desproporcional da ansiedade está diretamente relacionado à diminuição da espontaneidade.

*O número da revista onde este artigo foi encontrado encontra-se indisponível na internet. Em caso de interesse, você pode solicitar o texto para o autor através do e-mail rodrigopadrini@gmail.com

Psicodrama e o desenvolvimento de equipes de trabalho

Revista brasileira de psicodrama vol.22 no.1 São Paulo  2014

Resumo

O presente artigo busca elucidar as principais contribuições do psicodrama, enquanto técnica e teoria, no processo de desenvolvimento de equipes, utilizado em empresas e dirigido a grupos de pessoas que precisam unir esforços para executar um trabalho em comum. Tendo em vista realizar o tratamento do indivíduo e do grupo, conclui-se que o psicodrama empresarial coincide com os principais objetivos de um programa de desenvolvimento: desenvolver habilidades interpessoais, diagnósticas e de tarefa.

O jovem e a primeira experiência de trabalho

Revista brasileira de psicodrama vol.19 no.2 São Paulo  2011

Resumo

Este artigo apresenta um estudo sobre a relação existente entre o jovem e a vivência de sua primeira experiência de trabalho, buscando a compreensão dos fatores envolvidos nesse processo à luz do psicodrama e de outras pesquisas sobre o assunto, além de contribuir para a construção de novos conhecimentos sobre a juventude e a socionomia. A pesquisa- teórica e empírica- busca identificar os sentidos do trabalho para o jovem e as influências da sua primeira experiência na constituição de sua identidade. Foi possível estabelecer conexões entre os resultados obtidos e a teoria psicodramática, apontando para um campo fértil de conhecimento e pesquisa em relação à categoria trabalho na perspectiva da socionomia.

Anúncios

Quero saber a sua opinião. Deixe o seu comentário!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.