Artigos Publicados

Preso ou paciente? A ambivalência institucional na atividade de agentes penitenciários em um manicômio judiciário de Minas Gerais*

Revista Brasileira de Ciências Criminais. vol. 144. ano 26. p. 29-60. São Paulo: Ed. RT, junho 2018.

Resumo

Os Hospitais de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP), ou manicômios judiciários, são instituições destinadas a acolher pessoas que cometem crimes e que, por motivo de doença ou deficiência mental, são consideradas inimputáveis, sendo também tratadas como “pacientes judiciários” ou “loucos infratores”. Nessas instituições, os agentes penitenciários são responsáveis por garantir a ordem e a segurança, enquanto o pessoal técnico se encarrega de cuidar, tratar, avaliar e acompanhar os presos, garantindo sua saúde e seus direitos. O presente artigo, baseado em pressupostos críticos da psicologia do trabalho, discute resultados obtidos a partir de uma pesquisa de Mestrado, realizada em um manicômio judiciário de Minas Gerais, tendo como objetivo compreender a atividade de seus agentes penitenciários. A pesquisa evidenciou a ambivalência institucional dessa atividade, inscrita no conflito entre a lógica da segurança (prisão) e a lógica da saúde (hospital), tanto nos modos de lidar e se relacionar com o preso-paciente, como na estrutura física e no funcionamento do estabelecimento, no qual se privilegiam o aparato de segurança e a repressão, em detrimento da ressocialização.

Abstract

Hospitals of Custody and Psychiatric Treatment (HCPT), or judicial asylums, are institutions designed to accommodate individuals who commit crimes and, because of their illness or mental disability, are considered unimputable. Therefore they are treated as not criminally responsible on account of mental disorder (NCRMD). In these institutions, prison guards are responsible for ensuring order and security, while technical staff are responsible for the care services, such as treating, evaluating and monitoring detainees, in order to ensure their health and rights. This article, based on critical assumptions of the work psychology, discusses some results obtained from a master’s research carried out in a judicial asylum of Minas Gerais, aiming to understand the activity of its guards. The research evidenced the institutional ambivalence of this activity, inscribed in the conflict between the logic of security (prison) and the logic of health (hospital). It concerns the ways of dealing to the prisoner-patient, as well as to the physical structure and functioning of the establishment, in which the security apparatus and the repression are privileged, to the detriment of the resocialization.

* A Revista Brasileira de Ciências Criminais é restrita a assinantes.

Ansiedade e a “perda” da espontaneidade *

Revista Psicologia – Especial Terapias, Editora Mythos, São Paulo, p. 53 – 57, 29 jun. 2016.

A ansiedade sob o ponto de vista do Psicodrama, com contribuições quanto a noção de saúde e doença de Georges Canguilhem, adotada pelo psicólogo francês Yves Clot. A ansiedade, em si, é um processo mental e físico, acionado em determinadas situações e um fenômeno comum, que faz parte do funcionamento do nosso organismo. Presente em nossos ancestrais, o mecanismo que nos estressa diante de perigos concretos e ameaças à nossa integridade, sempre esteve a serviço de nossa sobrevivência. Se considerarmos uma conduta espontânea como uma resposta adequada a si mesmo e ao meio em que se vive, o aumento da ansiedade virá com a diminuição dessa capacidade. Ou seja, o adoecimento ou o surgimento desproporcional da ansiedade está diretamente relacionado à diminuição da espontaneidade.

*O número da revista onde este artigo foi encontrado encontra-se indisponível na internet. Em caso de interesse, você pode solicitar o texto para o autor através do e-mail rodrigopadrini@gmail.com

Psicodrama e o desenvolvimento de equipes de trabalho

Psychodrama and the development of work teams

Revista brasileira de psicodrama vol.22 no.1 São Paulo  2014

Resumo

O presente artigo busca elucidar as principais contribuições do psicodrama, enquanto técnica e teoria, no processo de desenvolvimento de equipes, utilizado em empresas e dirigido a grupos de pessoas que precisam unir esforços para executar um trabalho em comum. Tendo em vista realizar o tratamento do indivíduo e do grupo, conclui-se que o psicodrama empresarial coincide com os principais objetivos de um programa de desenvolvimento: desenvolver habilidades interpessoais, diagnósticas e de tarefa.

Abstract

This article tries to explain the main contributions of the psychodrama, as a technique and theory, in the process of teams’ development, used by companies and directed to groups who need to unite efforts to work together. In order to treat an individual and a group, we conclude that the entrepreneurial psychodrama has the same goals of a development program: develop interpersonal, diagnosis and task skills.

O jovem e a primeira experiência de trabalho

Youth and the first work experience

Revista brasileira de psicodrama vol.19 no.2 São Paulo  2011

Resumo

Este artigo apresenta um estudo sobre a relação existente entre o jovem e a vivência de sua primeira experiência de trabalho, buscando a compreensão dos fatores envolvidos nesse processo à luz do psicodrama e de outras pesquisas sobre o assunto, além de contribuir para a construção de novos conhecimentos sobre a juventude e a socionomia. A pesquisa- teórica e empírica- busca identificar os sentidos do trabalho para o jovem e as influências da sua primeira experiência na constituição de sua identidade. Foi possível estabelecer conexões entre os resultados obtidos e a teoria psicodramática, apontando para um campo fértil de conhecimento e pesquisa em relação à categoria trabalho na perspectiva da socionomia.

Abstract

Beyond bringing new understanding of youth and socionomy, this paper explores the relationship between youth and their first work experience, aiming to understand the factors that are involved in this process from the perspective of psychodrama and other relevant research around this subject. This theoretical and empirical research tries to identify the meaning of work for youth, and how the first work experience might influence their identity. Links are made between the outcome results and the psychodrama theory, indicating that socionomy can offer a fertile ground for knowledge and research in relation to work.

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