Artigos Publicados

A tecnologia e a atividade dos psicólogos e psicólogas em tempos da pandemia de Covid-19: desafios e apontamentos

Psicologia em Revista. V.26. n.3, 2020.

Resumo

Este artigo discute a relação entre o trabalho dos psicólogos e psicólogas e a tecnologia, no contexto marcado pela pandemia da covid-19. Com base na análise da dupla condição da Psicologia, como ciência e profissão, historicamente construída e reproduzida, o texto propõe uma análise crítica da intensificação do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), com ênfase na atividade de atendimentos clínicos individuais, por se tratar de uma modalidade de serviço em flagrante expansão no atual contexto, em razão das contingências impostas pela pandemia. Como resultados preliminares, evidencia-se o crescimento, sem precedentes, do número de cadastros de psicólogos e psicólogas interessados em realizar atendimento on-line e observam-se ações dos órgãos reguladores da profissão que objetivam fiscalizar tais práticas e impedir o uso indevido da tecnologia. Ressaltam-se, neste cenário, os riscos da “uberização” do trabalho do psicólogo e psicóloga e de uma retração do campo da Psicologia como profissão. Palavras-chave: Covid-19. Abordagens clínicas do trabalho. Atividade. Tecnologias de informação e comunicação (TIC). Uberização do trabalho do psicólogo.

Une expérience de recherche-intervention dans une entreprise d’exploitation minière : défis et possibilités

Communiquer Revue de communication sociale et publique. 30, 2020.

Résumés

Dans cet article sont discutés les résultats préliminaires d’une recherche-intervention dans une entreprise d’extraction de minerai de fer. Celle-ci nous avait commandé le développement individuel des opérateurs d’excavatrices à câble afin d’augmenter leur productivité. Comme proposition alternative nous avons présenté un projet centré sur la dimension collective du travail tout en valorisant le savoir-faire des opérateurs et des autres ouvriers du système productif local. Leurs familles ont également participé à la recherche. Appuyés sur des méthodologies qualitatives, nous nous sommes inspirés d’approches cliniques du travail en utilisant des entretiens, de l’observation de terrain, des groupes de discussion, l’instruction au sosie et l’auto-confrontation simple et croisée. Les résultats montrent que l’entreprise qui, préalablement, négligeait le dialogue avec ses travailleurs, tend maintenant à accueillir des actions visant à faciliter la dimension collective du travail ainsi qu’une participation relative des employés dans l’organisation locale des processus de travail.

A cooperação e a dimensão coletiva da atividade, em um sistema de exploração de minério de ferro

Laboreal. Dossiê temático “Trabalho e Cooperação” (Volume 15, nº 1, 2019)

Resumo

Este artigo discute os resultados preliminares de uma pesquisa sobre o trabalho de operadores de escavadeira a cabo na extração de minério de ferro. A investigação responde à demanda da empresa, que busca desenvolver um programa de operadores “de alto desempenho”. Baseados nos pressupostos teórico-metodológicos da Clínica da Atividade, utilizando entrevistas, observação de campo, instruções ao sósia e autoconfrontação, tomamos como questão analítica central a natureza coletiva do trabalho, articulada à noção de cooperação. Trata-se de uma alternativa prático-teórica, oposta à demanda de formação individualizada, limitada ao “operador-atleta”. Entende-se que a dimensão coletiva é uma instância fundante da cooperação, estruturando o processo produtivo e o fazer solidário das equipes de trabalho. Resultados preliminares evidenciam que, apesar de a organização não privilegiar a lógica da cooperação nas exigências de produtividade e na preservação da saúde e segurança dos trabalhadores, ela se abre ao debate sobre essa nova perspectiva do trabalho coletivo.

Manicômio Judiciário e Agentes Penitenciários: entre Reprimir e Cuidar

Psicologia: Ciência e Profissão. vol.38 no.spe2 Brasília 2018

Resumo

Os manicômios judiciários são instituições destinadas a acolher pessoas que cometem crimes e que, por motivo de doença ou deficiência mental, são consideradas inimputáveis, também tratadas como “louco infrator” ou “paciente judiciário”. O presente artigo, baseado em pressupostos críticos da Psicologia do Trabalho, discute resultados obtidos a partir de uma pesquisa de mestrado em um manicômio judiciário de Minas Gerais. O estudo buscou compreender a atividade dos agentes penitenciários, responsáveis por garantir a ordem e a segurança do estabelecimento e de todos os indivíduos ali presentes. Constatou-se que sua atividade não se restringe à segurança, mas que abrange o cuidado, o envolvimento afetivo e a preocupação com os indivíduos custodiados naquela instituição. Se o trabalho de agente penitenciário é socialmente marginalizado, verificou-se que ele é valorizado pelos sujeitos que o executam, mesmo que estes se deparem com a ambivalência inerente à natureza do manicômio judiciário. Entre a prescrição de reprimir e o apelo a cuidar, os agentes enfrentam uma realidade marcada pelo duplo sofrimento do paciente judiciário: o rótulo da loucura e a privação da liberdade.

“Você, dona de casa”: trabalho, saúde e subjetividade no espaço doméstico

Pesquisas e Práticas Psicossociais. vol. 13, nº 4 (outubro-dezembro), de 2018.

Resumo

O trabalho doméstico, remunerado ou não, tem sido historicamente atribuído à mulher, surgindo como encargo específico do papel de gênero feminino e assumindo um caráter de invisibilidade e desvalorização social. Neste artigo, sugerimos um viés de análise que considera a atividade além de sua institucionalização econômica, como ação prática e psíquica, sede de investimentos vitais e de transformação de si e do mundo. Por meio da revisão de literatura, mostramos que o trabalho doméstico apresenta contornos de submissão e permanece vinculado à mulher. Discutimos o trabalho como instituição, passível de ser construído e desconstruído, e relacionamos os afazeres domésticos às atividades rejeitadas que permanecem nos bastidores, acarretando também sua perda de sentido, segundo as perspectivas das clínicas do trabalho.

Preso ou paciente? A ambivalência institucional na atividade de agentes penitenciários em um manicômio judiciário de Minas Gerais*

Revista Brasileira de Ciências Criminais. vol. 144. ano 26. p. 29-60. São Paulo: Ed. RT, junho 2018.

Resumo

Os Hospitais de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP), ou manicômios judiciários, são instituições destinadas a acolher pessoas que cometem crimes e que, por motivo de doença ou deficiência mental, são consideradas inimputáveis, sendo também tratadas como “pacientes judiciários” ou “loucos infratores”. Nessas instituições, os agentes penitenciários são responsáveis por garantir a ordem e a segurança, enquanto o pessoal técnico se encarrega de cuidar, tratar, avaliar e acompanhar os presos, garantindo sua saúde e seus direitos. O presente artigo, baseado em pressupostos críticos da psicologia do trabalho, discute resultados obtidos a partir de uma pesquisa de Mestrado, realizada em um manicômio judiciário de Minas Gerais, tendo como objetivo compreender a atividade de seus agentes penitenciários. A pesquisa evidenciou a ambivalência institucional dessa atividade, inscrita no conflito entre a lógica da segurança (prisão) e a lógica da saúde (hospital), tanto nos modos de lidar e se relacionar com o preso-paciente, como na estrutura física e no funcionamento do estabelecimento, no qual se privilegiam o aparato de segurança e a repressão, em detrimento da ressocialização.

* A Revista Brasileira de Ciências Criminais é restrita a assinantes.

Ansiedade e a “perda” da espontaneidade*

Revista Psicologia – Especial Terapias, Editora Mythos, São Paulo, p. 53 – 57, 29 jun. 2016.

A ansiedade sob o ponto de vista do Psicodrama, com contribuições quanto a noção de saúde e doença de Georges Canguilhem, adotada pelo psicólogo francês Yves Clot. A ansiedade, em si, é um processo mental e físico, acionado em determinadas situações e um fenômeno comum, que faz parte do funcionamento do nosso organismo. Presente em nossos ancestrais, o mecanismo que nos estressa diante de perigos concretos e ameaças à nossa integridade, sempre esteve a serviço de nossa sobrevivência. Se considerarmos uma conduta espontânea como uma resposta adequada a si mesmo e ao meio em que se vive, o aumento da ansiedade virá com a diminuição dessa capacidade. Ou seja, o adoecimento ou o surgimento desproporcional da ansiedade está diretamente relacionado à diminuição da espontaneidade.

*O número da revista onde este artigo foi encontrado encontra-se indisponível na internet. Em caso de interesse, você pode solicitar o texto para o autor através do e-mail rodrigopadrini@gmail.com

Psicodrama e o desenvolvimento de equipes de trabalho

Revista brasileira de psicodrama vol.22 no.1 São Paulo  2014

Resumo

O presente artigo busca elucidar as principais contribuições do psicodrama, enquanto técnica e teoria, no processo de desenvolvimento de equipes, utilizado em empresas e dirigido a grupos de pessoas que precisam unir esforços para executar um trabalho em comum. Tendo em vista realizar o tratamento do indivíduo e do grupo, conclui-se que o psicodrama empresarial coincide com os principais objetivos de um programa de desenvolvimento: desenvolver habilidades interpessoais, diagnósticas e de tarefa.

O jovem e a primeira experiência de trabalho

Revista brasileira de psicodrama vol.19 no.2 São Paulo  2011

Resumo

Este artigo apresenta um estudo sobre a relação existente entre o jovem e a vivência de sua primeira experiência de trabalho, buscando a compreensão dos fatores envolvidos nesse processo à luz do psicodrama e de outras pesquisas sobre o assunto, além de contribuir para a construção de novos conhecimentos sobre a juventude e a socionomia. A pesquisa- teórica e empírica- busca identificar os sentidos do trabalho para o jovem e as influências da sua primeira experiência na constituição de sua identidade. Foi possível estabelecer conexões entre os resultados obtidos e a teoria psicodramática, apontando para um campo fértil de conhecimento e pesquisa em relação à categoria trabalho na perspectiva da socionomia.

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