Karl Marx, esquerdas e podcasts

Pensar fora da caixinha é algo que todos deveriam cultivar, em alguma medida. Para mim, o princípio básico desse hábito é partir da simples pergunta: porque vivemos como vivemos? O sistema atual em que se organiza grande parte da sociedade vem trazendo bons resultados para todos? E se fosse diferente?

Rodrigo, você está virando “comunista” ou “socialista”? Já comprou as suas passagens pra Cuba? Ou pra Venezuela? Nada disso. Tenho visto que para atuar no estudo do trabalho, assim como nas políticas públicas, precisamos entender profundamente onde estamos amarrando a nossa égua. Para isso, é preciso conhecer “o contraditório”. Sim, ler, ouvir, ver e tentar compreender do que discordarmos, rechaçamos ou ignoramos.

Essas reflexões servem tanto para a vida coletiva quanto para a vida particular. Afinal, a Psicologia nos ensina que, desde cedo, estabelecemos determinados padrões de comportamento para nos relacionar e atuar no mundo. O que chamamos de personalidade trata-se, sob inúmeras perspectivas, da interação entre fatores históricos, sociais, culturais e biológicos, e como nos apropriamos do mundo e atuamos nele, num circuito constante de transformação.

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É nessa toada que venho me aproximando de leituras críticas da realidade, que possam fornecer algum fôlego dentre perspectivas dominantes que sufocam outras correntes, marginalizadas pelo tempo e pela história. Isto posto, eis algumas dicas do que venho acessando por aí:

Podcasts

a. Viracasacas e Anticast: dois podcasts excelentes sobre política, trabalho, direito, sociedade e muitas outras coisas. Para quem não sabe, podcast é tipo um programa de rádio, só que você ouve na internet, através do computador ou do celular, por exemplo, quando e onde quiser. Para os adeptos do transporte coletivo, como eu, é uma excelente opção.

b. Foro de Teresina e Maria vai com as outras: outros dois podcasts, ambos produzidos pela Revista Piauí. O primeiro trata de política e assuntos afins, recorrendo a temas recentes do cenário nacional, principalmente. O segundo, é sobre mulheres e mercado de trabalho, e entrevista mulheres – e homens – que ocupam diferentes posições, atividades e papéis na sociedade, ajudando a quebrar aquele resquício de conservadorismo machista que habita sua mente.

Tese Onze e Greg News

a. O canal Tese Onze é uma produção da socióloga Sabrina Fernandes e está “focado em debater o senso comum, trazer pontos sobre sociologia e política, e acumular bagagem pra transformar o mundo”. É onde tenho ouvido sobre “esquerdas” e como podemos interpretá-las de forma crítica, contribuindo para perceber o cenário político além do partidarismo simplista que habita a discussão dos meios de comunicação em massa.

b. Outro programa interessante é o Greg News, com o Gregório Duvivier, aquele mais conhecido pelo Porta dos Fundos. O programa vai ao ar na HBO, mas sempre é disponibilizado no YouTube, poucas horas depois. O programa traz as últimas pautas do Brasil e do mundo de forma bem humorada e crítica.

Valsa Brasileira

Laura Carvalho é Doutora em Economia e Professora na Faculdade de Economia e Administração da USP. Recentemente, ficou conhecida pelo lançamento de seu primeiro livro, “Valsa Brasileira: do boom ao caos econômico”, pela Editora Todavia.

A autora faz uma análise muito interessante sobre a economia recente do Brasil, trazendo dados, interpretações e propostas para a pauta econômica e política do país nos próximos anos. Tive a honra de estar em um dos lançamentos do livro aqui em Belo Horizonte e conseguir minha cópia autografada. Em um cenário tão instável, social e politicamente, “Valsa Brasileira” é uma leitura que traz algum alento a quem procura compreender um pouco de tudo o que vem se passando em solo tupiniquim. Compre aqui.

Karl Marx

Recentemente, em maio de 2018, comemorou-se os 200 anos do nascimento de Karl Marx, filósofo, economista e revolucionário comunista que, ainda hoje, representa um ícone para tantas disciplinas. Nas linhas críticas da Psicologia do Trabalho, Marx é constantemente citado por abordar uma noção de trabalho enquanto elemento central na construção da cultura e do ser humano. Alguns desses aspectos marcam as clínicas do trabalho, sobre as quais falei no post linkado.

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Comprei dois livros do catálogo da Editora Boitempo, referência na obra do autor: Manuscritos econômico-filosóficos e Crítica do programa de Gotha. Futuramente, comento sobre eles. Leia, ouça ou veja sobre o autor:

 

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