De volta à cadeira de aluno #4

Este post é mais um pequeno diário semanal (ou quinzenal) do Mestrado no blog, das minhas impressões, descobertas e achados. A minha última publicação foi há pouco mais de um ano, em abril de 2016. E isso talvez tenha uma explicação. Chego a ela em breve.

A ideia é apenas registrar o processo, a evolução, a vivência da formação e do trabalho, sem nenhuma responsabilidade com a verdade definitiva ou saber empírico. Um hábito que tomo como diário de campo.

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Desde que o meu projeto de pesquisa tomou corpo e pude me sentir mais confiante no mestrado, muitas coisas boas aconteceram. No segundo semestre de 2016, em setembro, participei da VII Semana da Diversidade em Psicologia na PUC Minas, Campus Coração Eucarístico em Belo Horizonte-MG, e foi uma das primeiras oportunidades que tive de falar como pesquisador e mestrando. Em outubro, pude fazer parte e construir junto com muitos colegas o III Colóquio Internacional de Clínica da Atividade – CICA, que rolou na USP, em São Paulo, sobre o qual escrevi uma pequena memória aqui no blog.

Em novembro, fui a São João Del Rei falar sobre a minha pesquisa no Encontro Regional da Associação Brasileira de Psicologia Social – ABRAPSO Minas. Para fechar o primeiro ano do mestrado, discuti a psicologia das organizações, do trabalho e a interdisciplinaridade em uma Mesa Redonda no I Simpósio de Psicologia da UninCor, em Três Corações, com as minhas colegas Daniela Piroli Cabral e Danielle Teixeira Tavares Monteiro. E por último, até avaliei um projeto de monografia do curso de graduação em Psicologia. Meses animados.

Pois é, estive por aí conversando, conhecendo gente, discutindo pesquisas, descansando, estudando. O mestrado também é isso, uma mistura de ócio produtivo com cabeça nos livros, de escrita diária com intervalos de improdutividade.

Em 2017, algumas novidades. Vamos a elas.

Não temos mais aulas no mestrado. Se você cumpriu os créditos obrigatórios, agora é com você, com o seu objeto de pesquisa, com o seu orientador, e todo o trabalho que vem junto. Admito que é um pouco estranho e até perdemos contato com muitos colegas, o que é uma pena.

Então passei a estudar bastante para escrever o referencial teórico da dissertação. Como falarei do trabalho dos agentes penitenciários em um hospital de custódia e tratamento psiquiátrico, preciso falar da origem das prisões e da história da loucura, além de conhecer mais pesquisas que falem sobre o meu problema. Fora isso, como vou falar de trabalho numa perspectiva clínica, preciso estudar as abordagens que investigam as relações entre atividade e subjetividade, entre saúde e trabalho. Nesse sentido, tenho feito o meu dever de casa e buscado ler tudo o que encontro pela frente.

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Estudar e escrever, assimilar, conectar ideias e passá-las para o papel é um trabalho solitário. É você e o computador, vendo os parágrafos se formarem, as ideias tomarem forma. É difícil e demorado, mas é gratificante. Ainda estou no meio da construção, então estou naquela fase de olhar para a bagunça toda – como acontece em uma reforma em casa – e sentir o desespero crescer, com aquela sensação de que isso nunca vai acabar.

Continuando as participações e atividades extras, outras novidades.

Em conjunto com dois professores, escrevi um artigo sobre o trabalho doméstico, sua invisibilidade social e sua atribuição naturalizada ao papel de gênero feminino. Já submetemos para publicação em uma revista científica e estamos aguardando o parecer. Foi uma experiência enriquecedora, já que escrever um artigo de quinze ou vinte páginas “a seis mãos” não é tarefa fácil. Quem sabe falarei sobre a publicação dele aqui no blog. Estamos torcendo.

Em maio deste ano, duas experiências legais. Uma aconteceu na semana passada, quando participei do IX Encontro Integrado de Psicologia da PUC Minas São Gabriel, compondo um mesa sobre as experiências de pesquisa na pós graduação. Foi bom ter contato com alunos da graduação e também falar da minha experiência de entrada na pós graduação e no mundo da pesquisa.

A outra, está acontecendo. Fui convidado para fazer parte do Projeto “Pesquisa ao Alcance de Todos”, o PAT 2017, que tem como objetivo sensibilizar o corpo discente para a iniciação científica e oferecer apoio para a produção de projetos. A iniciativa é muito interessante e busca colaborar com o desenvolvimento de uma cultura que incentive a pesquisa e a iniciação científica nos alunos de graduação, pouco comum em instituições de ensino particulares.

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Alunos do mestrado e do doutorado serão responsáveis por elaborar e conduzir três oficinas para a construção de projetos de pesquisa com os alunos de graduação em Psicologia da PUC Minas. As oficinais vão abordar os primeiros passos para a construção do projeto: editais, temas, leituras exploratórias; a construção do referencial teórico, da metodologia e os aspectos éticos envolvidos na pesquisa científica. Será uma experiência boa para quem conduz e para quem participa. Depois conto aqui como foi.

Por fim, outra experiência que está por vir. Em junho, entre os dias 20 e 22, estarei em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, falando sobre a minha pesquisa no congresso de 2017 da ISMA – International Stress Management Association – “Trabalho, Stress e Saúde: soluções para o burnout – da teoria à ação”. É um evento internacional e, além de ter a oportunidade de conhecer outras pesquisas e conteúdos sobre o tema, é mais uma chance de discutir minha pesquisa em andamento, já com alguns resultados preliminares.

Ah, e como poderia esquecer? Estou fazendo o estágio em docência na disciplina Clínicas do Trabalho, com o meu orientador José Newton Garcia de Araújo, na PUC Minas. Mas, vou falar sobre isso em outro post. Ainda temos algumas aulas por vir.

Por hoje, é só.

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