A tecnologia e a atividade dos psicólogos e psicólogas em tempos da pandemia de Covid-19: desafios e apontamentos

Na última semana, tivemos um artigo publicado na Psicologia em Revista, da PUC Minas. Escrevi o texto junto dos professores e colegas José Newton Garcia de Araújo, João César de Freitas Fonseca, Carlos Eduardo Carrusca Vieira e Rafael Soares Mariano Costa. O artigo faz parte do projeto de pesquisa em andamento, do qual faço parte, intitulado “O teletrabalho do(a) psicólogo(a) de Minas Gerais e suas relações com os processos saúde/doença”, coordenado pelo Prof. Dr. José Newton Garcia de Araújo.

Resumo: Este artigo discute a relação entre o trabalho dos psicólogos e psicólogas e a tecnologia, no contexto marcado pela pandemia da covid-19. Com base na análise da dupla condição da Psicologia, como ciência e profissão, historicamente construída e reproduzida, o texto propõe uma análise crítica da intensificação do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), com ênfase na atividade de atendimentos clínicos individuais, por se tratar de uma modalidade de serviço em flagrante expansão no atual contexto, em razão das contingências impostas pela pandemia. Como resultados preliminares, evidencia-se o crescimento, sem precedentes, do número de cadastros de psicólogos e psicólogas interessados em realizar atendimento on-line e observam-se ações dos órgãos reguladores da profissão que objetivam fiscalizar tais práticas e impedir o uso indevido da tecnologia. Ressaltam-se, neste cenário, os riscos da “uberização” do trabalho do psicólogo e psicóloga e de uma retração do campo da Psicologia como profissão.

Palavras-chave: Covid-19. Abordagens clínicas do trabalho. Atividade. Tecnologias de informação e comunicação (TIC). Uberização do trabalho do psicólogo.

“Perguntamo-nos se a rápida e intensa vinculação da Psicologia às plataformas virtuais pode sinalizar, num horizonte próximo, o risco de captura e reconfiguração de suas práticas profissionais. Nesse caso, será inevitável um olhar diverso sobre os novos arranjos da atividade de trabalho, em especial para as novas gerações de psicólogos. Por isso apontamos os riscos da intensificação e da precarização de seu trabalho, submetido ao fenômeno generalizado da “uberização”.

A despeito da relevância da reflexão sobre nossa profissão, é importante considerar as dificuldades em analisarmos qualquer fenômeno social que esteja em pleno movimento e que se modifica de forma bastante dinâmica. Com efeito, não temos ainda o distanciamento histórico para analisar os fatos sociais com os quais interagimos. A deflagração da pandemia, o isolamento social e o incremento da tecnologia (para o trabalho ou para o consumo) levantam questões para cujo enfrentamento as abordagens clínicas do trabalho podem contribuir especialmente, tendo em vista a díade “compreender para transformar e transformar para compreender” (p. 1114).

Leia na íntegra no link: http://periodicos.pucminas.br/index.php/psicologiaemrevista/article/view/27206

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