Desde quando as estrelas mudaram de lugar

Cresci na cidade grande e fui menino de apartamento, que nunca brincou na rua e só andava de chinelo. Bom, nem sempre e talvez nem tanto. Morei em uma casa durante algum tempo e me lembro que, mesmo em noites claras como são as da cidade, víamos muitas estrelas no céu quando apagávamos todas as luzes. Claro que nada comparado à vista de um sítio no meio do nada ou uma estrada sem iluminação de faróis apagados, mas, ainda assim, estrelas.

Ver estrelas no céu é universal, acessível e gratuito e, todas as pessoas, em algum tempo da vida, têm um momento particular com elas. Momento íntimo de diálogo interno, assim como alguns têm com a lua, com o mar, o nascer ou o pôr do sol, algo sagrado, natural. Pode parecer bobagem, mas não é.

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Para mim o céu sempre teve a capacidade de nos situar, nos puxar de pequenas imersões e tirar de bolhas provisórias de percepção limitada. Vir à tona, entrar em contato com a superfície e ir contra a submersão de emoções. Como um médico sábio em um momento de preocupação me disse certa vez, ‘você precisa olhar mais para a lua’ – olhe menos para o seu umbigo. Ao levantar a cabeça e olhar o céu, podemos nos perguntar: desde quando as estrelas mudaram de lugar?

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