Uma dose de surpresa e a culpa é das estrelas



É preciso uma dose de surpresa, de inspiração e de reflexão por semana. Ontem tive a oportunidade de assistir ao filme baseado no livro “A culpa é das estrelas” (The fault in our stars), de John Green, muito lido e falado nos últimos tempos. Não li o livro, por isso não tinha grandes expectativas.

Me surpreendi positivamente, tanto com o enredo como a forma que foi transmitido, sem exageros e na medida certa. Com uma mistura de história de amor e reflexão sobre a morte, o filme trabalha bem sentimentos de perda, a leveza da vida e a importância dos momentos que vivemos.  
Após o filme, tive certeza de que é preciso uma dose de ‘susto’ por  semana. É inevitável ao assistirmos a morte, a perda, a fragilidade do nosso corpo, nos lembrarmos da vida. Por um momento penso se estou vivendo bem e se não estou desperdiçando meu tempo, conceitos, claro, sempre muito relativos e pessoais obviamente.
A morte é um dos pressupostos essenciais da Psicoterapia Existencial de Irvin D. Yalom que, em uma frase, resume bem sua ideia: “ainda que o evento físico da morte destrua o homem, a ideia da morte serve para salvá-lo” (YALOM apud CABRAL, 2014). Basicamente a ideia é que a experiência da proximidade com a morte nos faz sair de um estado de desatenção ou descuido de si, para um estado de cuidado de si (CABRAL, 2014).
Refletir sobre o que nos mete medo pode sim ser construtivo, com a devida orientação e lucidez, para que não se torne destrutivo. A liberdade, o sentido da vida e a qualidade de nossos momentos vividos não devem fazer parte de uma reflexão obrigatória, cansativa e diária, mas talvez semanal, quinzenal ou quando lhe for útil.
Assistir ou conhecer uma história de amor sempre nos inspira em nossas próprias paixões. Assistir a uma história de amor que não tem um final feliz ou pouco convencional dentro do que estamos acostumados, possivelmente nos lembra de viver mais inteiramente os momentos disponíveis em uma eternidade de possibilidades.
Referências
CABRAL, Ricardo Dantas. Psicoterapia Existencial: a sistematização de Irvin D. Yalom
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